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  • ressoameucanto

DIA #12

Hoje fiz reiki para a pipoquinha quando acordei, conversamos bastante e foi bem amor!

Depois resolvi tocar umas notas para praticar violão e tive uma catarse ao tocar asa branca. É a música que me lembra a mãe, mas também chorei no "verde dos teus olhos" que me lembrou alguém além da Oma e no "Rosinha guarda contigo meu coração" que me lembrou a Liz. Chorei. De novo. Tem algo dentro de mim que está tentando sair e não sei ao certo o que é. Nos últimos dias, cada vez que choro parece que vem algo MUITO lá do fundo. Acho que tem algo ancestral curando internamente, ou algo muito antigo. Acho que essa dor que sinto por ter agido mal me corrói na camada mais interior da alma, pois estou me deparando com o meu perfeccionismo ruindo diante do mim e despedaçando meu coração. É difícil aceitar erros ainda mais quando magoamos pessoas que amamos. Já lidei com muitos desses na vida, mas nessa passagem pelo Brasil percebi muitas mágoas que causei ao ir embora e ainda causei mais. E agora preciso lidar com os sentimentos gerados pelos meus lapsos de egocentrismo e lembrar que não sou perfeita e que talvez eu nem seja tão legal quanto eu pensava.

Um dos meus desafios dessa vida é a integração com os humanos e me sentir pertencente a esse mundo, a esse plano, mas a introspecção que tenho vivido nos últimos anos ao mesmo tempo que me conecta com o todo, sinto que me isola bastante do mundo. E me faz acessar dois arquétipos em evidência. O da grande mãe, que cuida do todo e de todos, sem se importar tanto consigo mesma e o da caçadora, táo desapegada que vive o mundo pelas suas próprias regras.

Aliás, a caçadora é representada pela Ártemis, o arquétipo mais predominante da minha personalidade. E pensando bem, até feri meu amor com minhas flechas afiadas e agora vivo de amores impossíveis. Preciso mudar de arquétipo, urgentemente. Amo a liberdade e independência da Ártemis, mas não posso ser assim, tão despreendida de tudo. Quero disponibilidade, entrega e profundidade numa relação sólida, construtiva e cheia de amor e afeto. Quero romantismo, carinho, cuidado e reciprocidade. Quero partilhas bonitas, motivação mútua e inspiração. Quero brilho nos olhos, chorar de amor, sentir intenso, vibrar alto, cantar infinito.


Tirei cartas sobre o amor e meus guias disseram que chegou a hora do trocar de pele da serpente. Meu kin é a serpente rítmica vermelha. Sinto grande conexão com esse arquétipo também. Tanto quanto o escorpião, e a fênix, a serpente tem o poder de renovação. Deixar para trás o que passou. "Lo que pasó, pasó" (gritamos essa música ao mundo ontem dançando em casa, com a pança cheia de pizza italiana caseira). Minha serpente tem estado de olhos fechados para dentro por muito tempo. Sinto que está chegando o momento de abrir os olhos para a nova vida que me espera assim que eu decidir meu rumo.

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