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  • ressoameucanto

DIA #27/02/24

Desisti de contar a sequência de escrita. Não tenho escrito todos os dias e tudo bem. Já encerrei meu ciclo coração partido. E, criei um monstro! Tá, não um monstro, mas um hábito que demanda certo tempo na minha vida e do qual não consigo mais desapegar (reparei que desapego tem sido meu desafio do ano, falarei sobre isso logo mais). Talvez isso seja bom. Tem sido bem terapêutico. Mas sinto que às vezes PRECISO escrever sobre algo que vem à minha mente. E nem sempre estou com algo onde isso é viável, então anoto palavras chaves nas notas do celular para lembrar depois. E às vezes, quando saio para um café ou uma volta sem telefone, peço caneta emprestada para anotar na mão.


Ontem fiz uma entrevista em Lisboa. Bem interessante. Talvez feche mais um part-time ou um projeto de fotos. Espero que ambos se concretizem! E hoje fiz meu primeiro recibo verde. Tempos fluidos por aqui, enfim. Estou feliz. Ontem depois da entrevista encontrei uma igreja e acendi mais umas velhinhas (para mim e minha família, ao Will e aos trabalhos novos que estão surgindo). Não sou religiosa e nem gosto da igreja como instituição que tanto já criou de guerra e confusão nesse mundo. Mas tenho fé e, de certa forma, o silêncio dos templos em meio ao caos das cidades faz-me bem. Ainda mais em Lisboa que tem uma energia estranha e pesada. Sempre volto exausta de lá e ontem até não senti tanto peso. Também protegi minha energia antes de sair de casa e isso sempre ajuda. Foi um dia divertido. Ainda mais quando aproveitei para brincar de oráculo com o algoritmo do Spotify. Na verdade com meus guias, mas através das músicas. Foi bem interessante pq ouvi tudo o que eu precisava saber. Perguntei muitas coisas sobre vida, caminho, mensagens deles (guias) para mim, mas principalmente, sobre meu apego maior desse momento que é um amor inexistente. Aliás, sobre o que comecei a escrever dias atrás antes de dormir: o amor existente por um potencial latente. Triste. Às vezes penso se isso é carência. Mas não sei. Um pouco sim, talvez. Ou não. Sinto que estou tão sem espaço para mais alguma coisa que não seja minha saúde, meus projetos ou organizar minha vida. Estou num momento muito 'hibernativo', sem vontade de sair, nem de conhecer pessoas, nem de flertar, nada. Então acho que é só apego do ego ferido mesmo, que custa a curar. Não que eu esteja sofrendo ainda. Já não tenho chorado por isso (exceto hoje que imprimi uma foto para pintar e rolou uma lágrima de saudade). Mas sim, ainda estou um pouco triste. Talvez meu coração só se fique feliz quando sentir que o Will e a Maira estão felizes. O William deve achar que eu sou louca de sentir algo assim sendo que a gente só passou um mês juntos. Eu me acho louca! Não sei explicar. Acho que só pq perdi mesmo. E tenho uma leve certeza de que foi para sempre. Quanta oscilação. Quando conecto meu arquétipo da bruxa anciã tudo fica bem, entendo os fins e as liões. Com o arquétipo da mãe, sofro junto. Mas com o da donzela tenho vontade de largar tudo e voltar para o Brasil. Preciso ser bruxa, mais do que tudo. Só que mesmo com a bruxa ativada, com a compreensão sobre tudo, sinto que meu coração está vazio. Como se o amor fosse infinito, mas como se não fosse existir outra pessoa no mundo para amar assim, além de mim mesma. Mesmo sabendo que ele talvez não fosse a pessoa certa, sinto como se eu tivesse destruído esse sonho de viver uma vida feliz com alguém que amo de verdade e com quem eu me veria tendo filhos (o que é raro, pois só senti isso com duas pessoas na vida até hoje). Talvez fosse melhor parar de escrever. Isso me traz muitas memórias e sentimentos e mais apego. Ou pode ser que seja o que eu preciso para curar. Sei lá. Hoje ainda falei que apesar de o silêncio ser a coisa mais cruel que alguém, pode fazer a alguém - e agora eu super entendo a Denise com o fim do relacionamento dela que acabou assim num silêncio sem explicação por mais de 2 anos - acho ótimo que ele não fale comigo, pois se talvez conversássemos, eu já teria voltado para o Brasil (ou nem teria ido embora). E eu sei que tem um lado meu que enxerga muito o potencial de uma relação incrível entre a gente, de muito aprendizado e muito crescimento, parceria, amizade, romantismo, aventura. Mas o outro lado sabe que falta um pouco (ou um tanto) de coisas em comum, norte e maturidade de ambos para que algo bonito pudesse existir entre a gente.


Decidi criar uma pintura pra Maira e vou pintar uma para o Will também. Depois envio com uma cartinha pelo correio. Para a Maira, com certeza. Para o William, acho que não. Ele que venha buscar se quiser um dia falar comigo de novo.

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